domingo, 11 de abril de 2010
Evolução Tecnológica
Pensando na tecnologia,como podemos ficar alheios a tanta mudança,por isso não entendemos como podem nossos alunos serem tão bem informados e inquietos.
A inquietude é o reflexo do novo e das mudanças,se não as acompanhamos ficamos sempre sem explicação para muitas atitudes.
Fiz esse slide para mostrar aos alunos a evolução da comunicação,os aparelhos de antigamente que distraíam a nossos pais e avós . Confesso que ainda peguei a época daquele gravadorzinho de fita K7 e os discos de vinil...Puxa,agora entreguei minha idade!
Era com muita emoção que ouvia-se as novelas de rádio, os apaixonados curtiam seus amores ou dissabores ao som dos discos de vinil nos toca-discos ou a criançada dava um "stop" nas traquinagens para ouvir as historinhas evoluídas do LP...K7...Fita VHS...Disquete...CD...DVD...Pendrive...Computador.
Que maravilha toda essa tecnologia ! A impressão que tenho diante de tudo isso é que as crianças de hoje já nascem com o mouse na mão.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ambiente Informatizado
O Ambiente Informatizado (AI) da escola foi oficialmente inaugurado em novembro de 2009 com a chegada dos micros,antes desse período tínhamos somente a estrutura.
Temos neste local 16 micros com mobiliário apropriado,um armário,datashow,telão,quadro branco,caixa de som e aparelho de DVD que são observados por um circuito fechado de vigilância 24h.
Atende a todos os alunos da escola sendo também utilizado nos projetos SEJA, Pro-Jovem e Mais Educação.
Do meu trabalho poso dizer que devido às circunstâncias, durante os 30 dias que me restaram no final do ano, fiz uma aproximação básica entre os alunos e o AI averiguando o nível de contato que os mesmos tinham com a informatização, inclusão do vocabulário digital (mouse,clicar,dar enter,minimizar,maximizar,etc),cuidados com os micros,ligar e desligar, componentes (HD,monitor,mouse,...) e exercícios para adaptação utilizando o Gcompris (software livre linux/pandorga).
Percebo que a aceitação dos colegas está satisfatória,tenho tentado uma aproximação em busca de uma chance de realizar um trabalho em parceria mas ainda temos que driblar alguns obstáculos,entre eles o tempo para planejamento. Criei alguns endereços (e-mail), Blog Colaborativo (Conexão Godoy), auxilio os colegas em novas aprendizagens tecnológicas e em breve estarei dando formação nas reuniões pedagógicas .
Sobre a idéia que eu tinha antes do início do PEAD,aprender para contribuir e ser uma professora multiplicadora,percebo que continuo um passo atrás de muitos alunos essas crianças parecem já nascer com um mouse na mão e conectadas com a Internet...são os novos tempos de muita informação e inovação !
O meu maior desafio neste momento é o estágio pois não sabia que estaria estagiando no AI, foi uma grata surpresa apesar de perceber que tenho um grande e árduo trabalho pela frente porque neste espaço se unirão as teorias e prática (o passado X o futuro) que representa o Seminário Integrador e o PEAD.
Posso dizer que olhando a minha caminhada avancei muitos quilômetros, o professor do AI tem sido visto com um olhar muito especial, aquele que traz o novo e ao mesmo tempo parece um bicho papão falando uma linguagem diferente com metodologias desafiadoras.
Quando olho para os rostos à minha frente, sejam dos educadores ou dos educandos e vejo lá no fundo de seus olhos as mesmas sensações que tinha quando iniciei minha formação crio um novo ânimo pois represento neste momento um pouco da luta ,conquista e esperança de uma mudança... Sinto que sou a “Biris “ dos descamisados ! Quem me dera chegar até lá ou pelo menos perto !
Ainda faltam muitas outras conquistas mas o importante é compartilhar e multiplicar os conhecimentos nunca esquecendo das sábias palavras do nosso mestre Paulo Freire : "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo".
segunda-feira, 29 de março de 2010
Contatos Imediatos
Pensava que esta estrutura de informatização seria possível somente para meus filhos ou netos e que não conseguiria acompanhar tamanho desenvolvimento.
Percebi que meus alunos já estavam em seus primeiros contatos imediatos com esta maravilha,falavam com uma linguagem desconhecida…MSN,Blog,E-mail , que isso?
O jeito foi correr atrás visto que ainda teria muito tempo pela frente na docência e assim também poderia quem sabe ajudar mais pessoas,inclusive meus descendentes diretos.
Ao iniciar o PEAD fiquei atordoada em meio a tanta novidade e novo vocabulário: wiki,work,rooda,seminário integrador ,skype… mistério até mesmo para os especialistas em computação. Novamente fui em busca de novos conhecimentos participando das oficinas oferecidas pelas tutoras do pólo de Alvorada,fazendo um curso de informática ,perguntando e sendo auxiliada pelas professoras,tutoras e colegas on line .
Cresci, superei minhas expectativas e dificuldades, hoje penso que informatização é tudo e a cada dia aparecem muitas outras novidades fazendo com que esteja alerta e atualizada,procurando sempre interação e novos conhecimentos.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Avaliação : conflito da nossa realidade
O mesmo pediu vaga em um outro estabelecimento de ensino e recebeu, porém ao ver que na papelada burocrática não constavam as avaliações dos trimestres anteriores e que estas seriam enviadas dias depois ,ligaram para a nossa escola e colocaram para a coordenadora que só poderiam concretizar a matrícula se suas notas fossem “azuis”,ou seja,estivessem dentro da média desta futura nova escola ao qual ele iria frequentar.
O aluno havia apresentado o boletim com o resultado dos trimestres anteriores mas como a avaliação de lá parece ser diferente da de cá,formou-se um grande problema que ao meu ver só teria um prejudicado.
Dentro de um contexto geral da escola que trabalho é claro que ainda cometemos falhas, parei então para refletir sobre o que lemos e aprendemos e o quanto a questão sobre a avaliação tem mudado.
Vejo aí duas formas de avaliação: uma voltada para o resultado (quantitativo) e outra se direcionando para a busca do conhecimento crescente (qualitativo). Através destes dois conflitos podemos observar como está sendo desenvolvida a prática pedagógica ,a relação entre o ensino e a aprendizagem bem como o processo democrático que é a base da educação e que sustentam as duas escolas.
Não importa a escola que o aluno vai, os novos professores deverão desenvolver metodologias para conhecer suas habilidades e bagagem cognitiva. A avaliação não pode vista como um elemento estranho do processo de aprendizagem,o conhecimento é crescente e não deve direcionar ao fracasso escolar.
Educação de Jovens e Adultos
No dia 02 de dezembro ocorreu a presencial com a interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos no Brasil,onde fizemos a apresentação dos pôsteres encerrando os trabalhos da mesma.
Podemos apresentar a nossa realidade como sujeitos de conhecimentos, aprendizagens e reflexões que são características da produção de nossa ação junto à educação.
O diálogo teórico-prático e intercultural sobre o vivido trouxeram muita emoção,conversas, elementos e trocas para compor a história da educação e do EJA.
Na opinião dos professores do EJA que colaboraram para a construção do trabalho de nosso grupo, essa modalidade de educação continua em um plano utópico apesar de os educadores e seus discursos serem embasados teoricamente. Nas palavras do Professor Helvécio, isso é muito bom pois utopia é um sonho e os sonhos são ideologias que poderemos ou queremos alcançar.
Por falar em Professor Helvécio, não poderia deixar de registrar aqui minha admiração pelo modo respeitoso e digno com que avaliou os trabalhos. Suas intervenções eram objetivas compartilhando experiências com muita humildade,carisma e uma amorosidade que me lembraram as leituras de Paulo Freire.As citações abaixo evidenciam meu pensamento e referem-se às leituras:
“O diálogo é este encontro dos homens, mediatizados pelo mundo,para pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu. Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que a infunda”.
A humildade é compatível ao diálogo, as contribuições dos outros criam e recriam novos saberes favorecendo um clima de confiança entre os sujeitos na leitura do mundo que os cerca.
Referência:
FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In: Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. p.89
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Desafios da Comunicação
A comunicação é o ato de se expressar seja através de escrita,visual ou gestual. De acordo com as leituras realizadas a construção do conhecimento entre adultos e crianças em fase de alfabetização são bem parecidos necessitando um domínio dos códigos captados que tenham significado em suas relações com o mundo.
A curiosidade e o desejo em saber o que está sendo escrito,falado ou gesticulado mobiliza o conhecimento,por isso a importância de se trabalhar com diferentes estratégias e atividades desafiadoras para a construção de aprendizagens,cada um trás uma forma de se organizar e operar cognitivamente recorrendo a diversos modos de lidar com seu conhecimento.
Na interdisciplina de LIBRAS temos um bom exemplo do que seria esta alfabetização e suas estratégias ,visto que a grande maioria não é alfabetizada na lingua de sinais,a comunicação se faz na troca de informações,no contato e a realização de atividades onde não há erros e sim falta de conhecimento.
Partindo de nossos conhecimentos sinalizamos e nos comunicamos do jeito que achamos que pode ser refletindo sobre a prática até chegar ,cada um no seu ritmo,a uma comunicação competente.
Que saudade do Gabriel !
Receber o primeiro e-mail da professora Carolina me deu mais motivação para realizar a atividade de interpretação do diálogo entre três pessoas que falavam em LIBRAS.
Os desafios enfrentados por ela para chegar até aqui foram muitos com certeza, nota -se quase uma perfeição em sua escrita, imagino que a angústia em se comunicar tenha sido igual ou até mesmo pior a que senti tentando interpretar o diálogo.
Me recordei então de meu aluno Gabriel,deficiente auditivo e um encanto de criança, que fez parte da minha história docente e que muito pouco ou nada pude fazer por ele. Desde essa época tive vontade de realizar uma formação para atender alunos especiais mas não pude,agora estou tendo um pequeno gostinho do que seria esse trabalho e das grandes possibilidades existentes.
A diferença incomoda por causa das limitações que são impostas, é tempo de pensar e realizar a inclusão pois quando surge um caso na escola não há tempo de se aprender como lidar,é muito complexo e a criança acaba saindo da escola assim como aconteceu com o Gabriel.


