sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Psicologicamente abalada!

Choquei! Acabo de fazer a inscrição de meu filho no primeiro ano do ensino fundamental.

Bah! Como o tempo passou depressa!

A formação no PEAD me deu subsídios para refletir sobre a escola que ele freqüentará, a proposta pedagógica da mesma e até mesmo para acompanhar seu desenvolvimento e construção do conhecimento.

Vejo-me a observar a estrutura da escola, o trabalho dos colegas, as dinâmicas e estratégias. Escolhi colocá-lo na mesma escola em que trabalho primeiro pela comodidade de ir e vir comigo, mas o que teve um peso maior foi saber que a nossa escola embora sendo uma instituição pública esteja estruturada e progrediu bastante em termos pedagógicos e tecnológicos.

Temos profissionais capacitados e estrutura condizente com o crescimento de um novo modelo de educação, nesta etapa estamos reformulando o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e posso refletir através das atividades e leituras feitas no EIXO V, os caminhos e encaminhamentos que fazem parte desta construção.

Pensar em organização e gestão me faz pensar também na convivência e psicologia da vida adulta, as aprendizagens não contemplam apenas o Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA) que temos na escola, mas também questiona a transformação dos adultos, os relacionamentos afetivos,trabalho e educação diante do um novo modelo educacional que almejamos.

Comemorando.

No final do mês que passou completei mais um ano de matrimônio (agora são oito) e desde que nosso filho nasceu ele faz parte dos passeios e comemorações.

Este ano resolvemos mudar e deixamos o rebento com a vovó,passeamos bastante e a certa altura do dia já batia uma saudade e um vazio inexplicável do garoto.

Foi um dia especial e agradável,diferente da correria dos demais não só pela comemoração mas também por estarmos em uma nova fase de vida.

Entre outras coisas tivemos um dia inteiro para refletir em torno da convivência com a família, planos para o futuro, fizemos “DR” (discutir a relação rsrsrsr), analisamos nossa relação com os amigos, fomos ao teatro, falamos do filhote e repensamos ações do cotidiano.

Observei que esta postura e muito do que conversamos tem conexão com o que aprendi na interdisciplina de psicologia: convivência, as diferentes fases da vida, o desenvolvimento infantil e até mesmo explicar o vazio que estávamos sentindo. Será que já iniciamos um processo precoce de síndrome do ninho vazio?

Muitos casais, segundo o que li sobre o assunto, dedicam-se e ficam tão acostumados com a presença dos filhos que a certa altura da vida tem que se readaptar às rotinas diante da ausência dos mesmos.

Sobre este assunto fizemos um trabalho em grupo, na interdisciplina de psicologia com o nome de "Síndrome do ninho vazio e Geração canguru", apresentado no 4ºSalão de Graduação e 5º Salão de Educação à Distância na UFRGS e encontra-se no link:

http://projetostematicos.pbworks.com/Gera%C3%A7%C3%A3o+Canguru+e+S%C3%ADndrome+do+Ninho+Vazio

O evento foi grandioso e como relatora me senti muito valorizada, na postagem

http://jaqueaferreira.blogspot.com/2009/05/blog-post_8816.html coloco um pouco do que aconteceu nesta estréia:

“Deu aquele "friozinho na barriga" devido a grande responsabilidade de representar o grupo, os demais colegas ausentes, nosso pólo (Alvorada) e todo o trabalho que os professores e tutores vêm desenvolvendo.

Estou muito feliz com a participação e incentivo dos colegas, tutores e professores manifestados por e-mails e também pessoalmente, depois da apresentação tudo virou festa”.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sonhar faz bem !

O ensino tradicional do qual saíram a maioria de nós educadores do PEAD,fez com que trouxéssemos para a sala de aula heranças de uma proposta baseada na transmissão e recepção do conhecimento, que muitas vezes resultou em formadores passivos e nem tão críticos, incapacitando um movimento de transformação no meio em que se vive.

Felizmente diante desta formação (Pedagogia à distância PEAD/UFRGS), inicia-se um novo ciclo diante dos futuros cidadãos que queremos formar com a característica de homens de visão para converter idéias em ações,proporcionando mudanças sociais e ecológicas no ambiente em que está inserido.

Iniciamos os trabalhos do EIXO IV fazendo um resgate do fazer-se professor, uma reflexão sobre nossas idéias, representações e sentimentos que refletiram em um novo olhar diante da prática. Tivemos durante todo este processo professores preparados para nos desafiar e desequilibrar diante das situações e conhecimentos prévios.

Na interdisciplina de matemática pudemos perceber quanto os números estão presentes no nosso dia a dia. Classificamos,comparamos,seriamos e construímos de forma a compreender como se dá este conhecimento e o caminho percorrido pelos educandos até a apropriação dos mesmos.

Reavaliamos nossa relação com a natureza e tentamos encontrar um equilíbrio. As atividades direcionaram para um melhor planejamento onde o aluno possa compreender a importância de cuidar do meio ambiente e praticar ações cabíveis de preservação do mesmo.

E pensar que tudo isso começou com um sonho... O desejo de acompanhar melhor a nova geração globalizada e informatizada que forma hoje nossos alunos.

Na angústia de estar pedagogicamente ultrapassada procurei esta formação sem perceber que sonhar é o primeiro ingrediente do planejamento pedagógico.

Hoje posso dizer que embora ainda me falte muito para chegar à perfeição sou uma educadora que tem um novo olhar sobre o trabalho docente,bem diferente da metodologia tradicional na qual fui educada.

E como diz Madalena Freire:

“Todo fazer pedagógico nasce de um sonho. Sonho que emerge de uma necessidade, de uma falta que nos impulsiona na busca de um fazer. Sonhamos porque vivemos alimentados por nossas faltas”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Uma professora quase perfeita.


André Guedes e Jaqueline

Ainda refletindo sobre as aprendizagens acredito que é preciso trabalhar mais com a dramatização (teatro) em sala de aula e levar as crianças a novas opções de passeios para além do “zoológico e cinema” de cada ano nas comemorações da semana da criança.

Através das interdisciplinas me apropriei de novos conhecimentos e renasceu em mim o gosto pelas artes e teatro, assistir a peças teatrais e dramatizar faz transbordar a imaginação, é o limite entre o real e imaginário.

Este ano nossa escola foi no Teatro Zé Rodrigues antes dos “outros” passeios, fomos assistir a peça “Brincando com o Livro Mágico” e as crianças adoraram. A peça fala da leitura, do conhecimento, do computador e da importância de cada um na nossa vida.

Desde que me tornei educadora, já se vão longos 24 anos, fui ao teatro com os alunos apenas uma vez enquanto que outros passeios parecem fazer parte do currículo. O que recordo fora este único contato são as apresentações de teatro de bonecos feitas pelo colega, amigo e maravilhoso artista André Guedes no pátio da escola e na Feira do Livro do nosso Município, que (não querendo desmerecer os demais artistas e apresentações dos alunos) já não tem o mesmo brilho sem a sua presença.

E por falar em André Guedes, que agora tem alçado vôo para encantar as cidades turísticas da serra gaúcha, fui ao Teatro Bruno Kiefer na Casa de Cultura Mario Quintana para assisti-lo na peça ”Uma professora quase perfeita”. Adorei!

Pela primeira vez assisti a uma peça para adultos, mas com o talento de sempre do artista. Ele cativa e interage com o público, já me fez pagar mico cantando para os alunos e desta vez não foi diferente, havia me esquecido deste detalhe e empolgadíssima sentei na primeira fila... Paguei mico novamente entrando no enredo da história!

Tudo aconteceu naturalmente e em certo momento me confundia entre o André e a “professora”, criador e criatura que sempre me encanta. Além de sua entrada inesperada (estava pensando que entraria direto no palco e entrou pela lateral do público) é preciso desacostumar os sentidos viciados pelas mídias e interagir com o artista, pois neste tipo de apresentação não há “replay” nem “pause”.

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. (Charles Chaplin)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Visitando a Bienal

Esta formação tem me dado subsídios para refletir sobre a minha prática docente e também para acompanhar o desenvolvimento de meu filho Victor que hoje está com cinco anos.Muitas foram as vezes em que pude compreender suas atitudes diante das fases de seu desenvolvimento utilizando para isso as interdiscuplinas que fazem parte do curso como a psicologia, alfabetização, infâncias de zero a dez anos, literatura,etc. Evidenciando este fato fiz uma postagem em: http://jaqueaferreira.blogspot.com/2009/10/era-uma-vez.html Na área das artes foi muito prazeroso observar suas garatujas e acompanhar seu crescimento artístico. Fato é que entendendo a importância de interagir no meio artístico ,levei-o para passear no MARGS e ter acesso a obras de artistas renomados como Renoir,Cézane, Monet. Artistas brasileiros como Portinari,Almeida Junior,Iberê Camargo, Lasar Segall e Guignard que viveram na frança e foram influenciados pelo realismo em seus trabalhos. É evidente que o Victor ainda não entende da teoria que envolve a história da arte, mas as suas interpretações sobre as mesmas causaram risos e encantamento aos visitantes que estavam a sua volta, bem como elogios aos pais por estarem proporcionando desde cedo seu contato com as belas artes. Em http://jaqueaferreira.blogspot.com/2009/08/passeio-de-ferias.html escrevi sobre as interpretações do Victor que diante de seu olhar via nas afamadas obras desde chapéu de bruxa até barata. Os visitantes que estavam bem perto e escutavam sua fala (me pareciam pessoas bem mais entendidas que eu nesta área) faziam comentários positivos a respeito deste primeiro conhecimento que ele estava construindo.

Fazendo Arte

As interdisciplinas de teatro, música e artes mostraram novos conceitos diante dos conhecimentos, entre eles o trabalho lúdico em sala de aula e um novo olhar diante das propostas que envolvem as mesmas.Em http://jaqueaferreira.blogspot.com/2007/11/um-novo-olhar.html , escrevi:

"Lendo e realizando as tarefas desta interdisciplina confesso que me achei um dinossauro das artes,fiquei realmente chocada com minha visão e os trabalhos realizados com os alunos sobre arte".

"Acredito que as dificuldades apresentadas se deram em parte por trabalharmos pouco com o lúdico em sala de aula".

Através das leituras e atividades que envolvem a história da arte consegui uma nova interpretação sobre o trabalho dos artistas, fizemos uma visita a bienal no MARGS e os trabalhos expostos no Santander cultural faziam a conexão entre o artista,a obra e a história. Analisando o cotidiano escolar percebi que o uso de desenhos prontos e as “folhinhas mimeografadas” não facilitam a criação dos alunos, é preciso deixá -los mais à vontade para criar e recriar diante das propostas e utilizar para as mesmas uma avaliação flexível.

sábado, 9 de outubro de 2010

Quase chegando ao quarto semestre: desafios,reflexões e realidade

As oficinas de informática oferecidas pelas tutoras do pólo me foram valiosas, pois aprendi muito dentro da tecnologia e junto com meus pares que conhecem os ambientes virtuais que navegamos durante o curso.

No link http://jaqueaferreira.blogspot.com/2008/06/httpbr.html está escrito e comprovado através do meu primeiro vídeo publicado no youtube o avanço que tivemos juntas, também há a prova e análise do material construído que envolve o curso ,as aprendizagens e a vida pessoal.

O incentivo ao uso das mídias e tecnologias foi um desafio lançado pelos professores no plano individual de estudos, no qual cada aluno se comprometeu a construir conhecimentos nesta área. Escrevi na postagem do mesmo link descrito acima:

“Foram muitos os desafios em todas as interdisciplinas, entre eles o objetivo desta postagem, sobre o plano individual de estudos no qual me comprometi a avançar na área tecnológica”.

Fora do PEAD é muito difícil encontrar quem saiba o que significa ROODA, WIKI, SKIPE... Na verdade nos tornamos multiplicadores de informações nesta modalidade, muitos amigos e parentes deram seus primeiros passos com a tecnologia através do que também estávamos aprendendo, a comunicação avançou com a criação de e-mails, contas no google e skype para bate-papo.

Além do bate-papo com os amigos e parentes desfrutamos destas ferramentas para realizar atividades em grupo e pedir auxilio para professores e tutores. Os trabalhos em grupo, apesar de termos esse acesso facilitado através da tecnologia, foram complicados devido ao uso do tempo, horas de estudo e profissional de cada um.

Por falar em uso do tempo, pareceu-me que os professores leram nossos pensamentos ao lançarem a atividade sobre este tema, tivemos que preencher uma tabela no qual colocamos nossas atividades diárias (todas... ou quase todas! rsrsrsrs) que está em

http://japavi.pbwiki.com/Tempo . Com as informações criei um gráfico para análise e reflexão,colocado na postagem do blog em http://jaqueaferreira.blogspot.com/2008/08/testando.html e que renderam muitas novas direções e atitudes.

Mas como nem tudo é perfeito, cheguei à conclusão que a vida é cheia de escolhas, não é um “quindim” e precisamos seguir em frente.